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Por Tatiane Tavares

As brincadeiras que se conheciam na década passada, estão quase que esquecidas na época atual. Os brinquedos na era digital são celulares, tabletes e computadores. Falta o incentivo ao manual, ao sujar-se de tinta e ao rabiscar mesmo não se sabendo escrever.

O ato de brincar está ligado e significa: distrair-se com jogos infantis, representando papéis fictícios; entreter-se com (um objeto ou uma atividade qualquer); mexer distraidamente (em algo), por compulsão ou para passar o tempo, e etc. Mas, será que as escolas, pais e famílias sabem qual a real importância da brincadeira lúdica?

O recrear faz parte da infância, proporciona o desenvolvimento do cognitivo, biológico, motor, social e afetivo. Além do próprio prazer, a criança socializa e aprende, exercita a imaginação e já começa a criar sua base de conhecimento e valores.

De acordo com a teoria de Jean Piaget, um dos maiores pensadores e influenciadores na área da educação, “cada fase do desenvolvimento é caracterizado por aquilo que de melhor a criança pode fazer, de acordo com sua idade, porém o desenvolvimento de cada período vai depender de fatores biológicos, educacionais e sociais”, afirma.

Cada pessoa ao longo do seu desenvolvimento, atravessa estágios ou modalidades diferentes de inteligência, e ainda conforme o mesmo autor, o lúdico é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo indispensável à prática educativa.

De acordo com Angela Cristina Munhoz Maluf, Psicopedagoga e Neuropsicopedagoga Clínica, a brincadeira não é um mero passatempo, ela ajuda no desenvolvimento das crianças, promovendo processos de socialização e descoberta do mundo. Pensamento que também era proferido pelo poeta Carlos Drummond de Andrade, “brincar com criança não é perder tempo, é ganhá-lo. Se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados, enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem

Desde o nascimento, a criança está ativamente envolvida no processo de construir um entendimento das próprias ações e do mundo externo, e com a brincadeira é que se associam e aperfeiçoam-se.

Lev Vygotsky dizia que, “o aprendizado humano pressupõe uma natureza social específica e um processo através do qual as crianças penetram na vida intelectual dos que a cercam”.

Sendo assim, o lúdico tem caráter liberatório e subversor da ordem que contrapõe a lógica da produtividade; influencia ativamente para a definição de papéis sociais e da cultura humana subjetiva nos pequenos. Além de interagirem com o interno e externo, se apropriando da realidade que até então não fazem parte de sua cognição, é que passam a expressar de modo simbólico, seus medos, aflições, desejos e sentimentos.

O brinquedo tem como fundamento alimentar a personalidade da mente infantil, sendo que o ato de brincar é o eixo da infância e o princípio da fase de crescimento.

As brincadeiras precisam estra presente na vida dos ainda pueris. A essência dos primeiros passos da aprendizagem está no lúdico.

Não as deixemos morrer, por favor!

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