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Por Tatiane Tavares

Ao longo do século XXI, com os avanços tecnológicos e sociais, a escola e família, assim como outras instituições, vêm sofrendo com tais transformações. Rotinas duplas, casa e trabalho, tutores cada vez mais têm pouco ou nenhum tempo livre para descanso, lazer e cuidados básicos com os filhos, principalmente nos dias corriqueiros da semana.

Com isso, a estrutura escolar, tendo em vista as circunstâncias de mães e/ou responsáveis terem de trabalhar para ajudarem
no sustento da casa,precisou adaptar-se, pois passou a executar tarefas educativas, que antes, eram de excelência dos pais.

As mudanças na família, além de afetarem a sociedade como um todo, afetam principalmente na educação e desenvolvimento dos filhos, pois para real êxodo alinham-se entre pais e escola, juntos, e com o défice de um, prejudicam quem mais precisaria ser beneficiado: a criança.

Para Piaget, considerado o pai dos ensinamentos educacionais, “uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva, pois a muita coisa, uma informação mútua: este intercâmbio acaba resultando em ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar, com poucas lembranças de afeto e carinho com relação a mãe ou pai.

Segundo o artigo 1o da LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, 1996: “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisas, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

Justifica-se então, que os primitivos e principais passos da educação e formação das crianças como pessoas, vêm de casa.

Pode parecer que não, mas o jantar à mesa, o perguntar como foi o dia ou a história interesse pelas coisas da escola chega-se até mesmo a uma divisão de responsabilidades”.

Logo, a escola não é a única responsável pelos avanços psíquicos, motoros e de formação do caráter infantil; os pais têm por obrigação desdobrarem-se para cumprir essa tarefa difícil, mas necessária, de assumirem seus papéis como pais de seus filhos.

Segundo uma pesquisa realizada por sociólogos russos, 8% dos pais disseram que acreditam que seus interesses e atividades são mais importantes em comparação com os de seus filhos. Cerca de um terço dos pais considera as atividades de seus filhos desinteressantes.

mais, aproximadamente 15% sentiram a necessidade de forçar-se a mostrar interesse por um senso de obrigação. Apenas 4% reconheceram que sua principal responsabilidade inclui a alimentação e o vestir adequadamente a criança.

Ou seja, os pais têm participado menos das vidas particulares dos filhos. Particulares, pois, assim como todo ser humano, os pequenos possuem medos, vontades, dificuldades e vivem em um mundinho que muitas vezes é desconhecido pelos adultos.

É imprescindível que tenham acompanhamento dos pais. Não podem crescer lotados de brinquedos ao redor de si, porém antes de dormir, por menos tempo que leve, é significativo e contribuirá para que a criança não se isole do mundo ou demonstre sinais de agressividade, – o que no futuro, pode transformar-se em depressão, ou outras doenças psicológicas, e, na pior das hipóteses, acarretar no sentimento de exclusão e repulsa à família.

É necessário realizar as tarefas relacionadas a criança sem a obrigação de “tarefa”, é fundamental que sejam parte do dia a dia de cada família, e claro, com a consciência de que merecem o melhor; sem as distrações e interrupções de aparelhos eletrônicos ou televisão; seu filho precisa sentir-se importante, amado.

 

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